Além de estudar…
Bem, ultimamente eu tenho estudado bastante, isso é fato. Minha saúde mental consegue estar pior que a física (e chegar a essa conclusão é um avanço), e eu ando extremamente estressado. Para piorar (?), falta um mês para o semestre acabar, o que significa que vai começar o período mais terrível da vida de qualquer universitário (sobretudo os de medicina): as provas de fim de semestre. No meu caso, por exemplo, eu devo ter uma média de 2 provas por semana a partir de agora, então… acho que devo ficar louco até o fim de novembro. Talvez essas visitas à psicóloga da faculdade me ajudem um pouco.
Pelo menos, eu tenho arranjado algumas coisas para ocupar a cabeça, e me livrar um pouco da destruição neural que a faculdade anda me proporcionando, mesmo que muitas vezes eu não tenha muito tempo para tal. As 3 coisas que mais ando fazendo são: videogame, rpg e namoro. Não necessariamente nessa ordem.
Ok, eu ainda nem consegui zerar GTA IV. Pouco tempo pra jogar (e jogando muita coisa ao mesmo tempo, diga-se de passagem). O jogo, por sinal, é fantástico. Fora isso, ando me divertindo com Rock Band. Faz bastante tempo que entrei na live, e meu xbox anda se sentindo abandonado. Mas tá foda, tá foda mesmo. Muita coisa pra fazer ao mesmo tempo. Com o fim do semestre, devo finalmente terminar os jogos pendentes, e começar mais alguns. Tenho planos de comprar Tales of Vesperia, Fallout 3 e Fable 2, além de pegar emprestado com vic o Dead Space. Se sobrar recursos, talvez eu pegue Force Unleashed tbm.
RPG… bem, ultimamente estou em 3 jogos de RPG. O jogo de Lobisomem Wild West, o Rise of the Runelords, nesses dois como jogador, e mestrando uma campanha de Star Wars Saga. Estou me divertindo bastante nas três, mas infelizmente tive que dar uma pausa na minha campanha. Ela tomou um rumo diferente agora (na verdade, muitas coisas pros jogadores decidirem, e eu tenho que organizar muita coisa), e eu preciso de tempo pra escrever certas coisas… coisa que não tenho.
Além disso, ando empolgado com as coisas da 4ª edição e do próprio Saga. Dpois livros de Star Wars estão pra chegar (Knights of the Old Republic Campaign Guide e Force Unleashed Campaign Guide), e quero investir em algumas coisas de Eberron. Aliás, Eberron se tornou o meu cenário preferido, mas infelizmente nunca tive tempo para mestrá-lo direito. O jogo da 4ª edição será nesse cenário, portanto, tenho que ler várias coisas, e tentar adaptar várias outras. Como dá pra perceber, preciso de tempo que não tenho.
E o namoro vai bem. Essas coisas não preciso colocar no blog, mas estamos muito bem, e a cada dia que passa eu gosto mais dela. Mesmo ela sendo uma desesperada violenta com sérios disturbios, eu gosto muito dela.
Acaba logo, semestre desgraçado!
Expectativas
Pois é, apenas mais um post. Ultimamente tenho atualizado bem pouco isso aqui, e não tenho falado da minha belíssima e divertida vida pessoal.
Na verdade, vou falar um pouco das minhas expectativas sobre algumas coisas bastante fúteis, mas que me divertem bastante.
Finalmente me empolguei mais com a minha campanha de Star Wars. Acho que o pessoal se empolgou mais também, ou já estavam bastante empolgados e estavam esperando um movimento meu (ui). Ando trabalhando bastante no desenvolvimento de personagens chave para a trama que eu criei. Faz bastante tempo, inclusive, que não faço isso. É um processo bem divertido parar e criar vários personagens e suas interações, com jogadores ou com o resto do mundo.
Falando nisso, é impressionante como o mundo de Star Wars cresceu. Graças ao pessoal do Universo Expandido, com contribuições de diversas pessoas, o universo aumentou espantosamente… tanto em tamanho, quanto em profundidade. Jogos, romances, etc… Isso tudo ajudou bastante a desenvolver vários personagens, que começaram simples e hoje são exemplos de construção de personalidade.
Além disso, eu estou empolgado com a expansão do WoW, e não é por causa dos Death Knights. As mecânicas novas do jogo estão bastante interessantes, principalmente em relação a tanking, que é o que eu costumo fazer… Contudo, fico triste de não ter feito tudo o que queria no Burning Crusade. Mais por “culpa” minha que qualquer outra coisa. Eu digo culpa, pois é opção minha não priorizar o wow. Não estou reclamando, claro: tenho muito mais o que fazer do que priorizar um jogo na minha vida. Mas que eu queria ver certas coisas no BC… isso não dá pra negar.
Na verdade, eu ainda acho que posso fazer tudo o que quero se eu me organizar mais. Não falo do BC, falo da próxima expansão: por mais que me digam que eu tenho que raidar todo dia para conseguir ver tudo, eu ainda acho que eu não preciso chegar a esse nível de vício para fazer tudo o que eu quero. É questão de organização, ainda mais que o WoTLK (a nova expansão) vai facilitar a vida de quem só pode jogar mais casualmente.
Falando emwow, eu estou feliz com a guilda em que estou agora. O link para a página está ali do lado. O pessoal é bastante divertido, e finalmente estou fazendo algo no jogo que sempre gostei de fazer: dar MUITA risada. Obviamente, eu gosto de me estressar também, mas tudo tem sua hora. O pessoal também não pode raidar muito, então não temos obrigações brutais com o jogo. Todo mundo ali não dispõe de tanto tempo para raids, e quer jogar apenas como diversão, sem a obrigação horrível de guildas raiders.
Além de tudo isso, vem o mais importante: o jogo ficou bem melhor depois que Cris começou a jogar. =)
Cérebro é artigo de luxo
A cada dia que passa, eu fico mais impressionado com a capacidade humana de ignorar a existência de neurônios.
Eu falo sério.
A maior das capacidades do ser humano, como um ser racional, é a brilhante capacidade de ignorar. Não estou falando de sacanagem não. Um exemplo é a dor. Os animais, em geral, não reagem muito bem à dor: quem tem um cão ou um gato já viu como é. Quando um animal sente dor, ele se entrega a ela. Param de comer, ficam no canto esperando a morte chegar, como se a dor fosse um arauto do fim da existência.
O ser humano não: o ser humano é magnífico. Mesmo com a dor, continuamos a fazer tudo o que precisamos. O braço dói, mas tenho que continuar a balançar meu filho, ele precisa dormir. As pernas doem, mas eu tenho que continuar pedalando, para ganhar a minha medalha. Minha cabeça dói, mas tenho que continuar estudando. O coração dói, mas vou pegar 1863492493745 mulheres do mesmo jeito. O pé dói, mas eu preciso de altura, o salto não sai do meu pé de jeito nenhum.
Meu coração ainda dói de saudades, mas eu ignoro que meu irmão morreu atropelado e atravesso fora da faixa.
Meu coração dói de saudades, mas lei seca minha taca, eu bebo e dirijo mesmo assim.
A capacidade de ignorar do ser humano, claro, não se manifesta apenas na dor. Muitas pessoas, inconscientemente, ignoram várias informações que chegam ao cérebro, para não sobrecarregar o sistema nervoso. Pode ter certeza: para nos atentar a detalhes, precisamos nos concentrar. Quando olhamos casualmente, deixamos de interpretar várias informações de propósito, pois nossa atenção, focada em outra coisa, não deve ser sobrecarregada.
Com isso, quero dizer que até nosso cérebro tem limites, diferente do que um monte de livros de auto-ajuda, escritos por cozinheiros, médiuns de procedência duvidosa, atletas falidos e apresentadores de TV medíocres, tentam afirmar.
Saber nossos limites é extremamente importante para nosso crescimento. Nós crescemos ultrapassando nossos limites um de cada vez, e de maneira consciente, respeitosa. só podemos ter essa parcimônia, contudo, se soubermos onde nosso limite está.
Mas a brilhante capacidade humana de ignorar sempre está em atuação: o ser humano (oh!) normalmente ignora seus limites, principalmente quando é para se dar bem. Eu poderia falar que isso é uma característica do CERUMANO BR, mas na verdade, isso seria injusto. A humanidade inteira tem a capacidade de ignorar.
Eu poderia dar inúmeros exemplos aqui disso, mas não quero ficar falando demais.
Eu só quero dizer que o principal atributo da racionalidade é a ignorância. Isso não é 100% ruim, claro. É bom de vez em quando ignorar certas coisas. Ignorar, por exemplo, a mãe daquela menina que pode chegar a qualquer momento enquanto você está com a mão na calcinha dela é uma maravilha. Mas ignorar que a fecundação existe, e que basta matar a cegonha quando ela aparecer pra resolver o problema… já é outra questão.
Ignorância pode evoluir (?), tal qual um pokémon, para a burrice, sua forma mais perigosa, com vários bônus de ataque e dano. Existem várias formas de transformar a ignorância em burrice:
- Ignorância premeditada e danosa a si mesmo (forma mais comum);
- Ignorância repetida;
- Ignorância disfarçada.
A burrice é caracterizada, principalmente, pela peculiar ação de causar danos a si mesmo, sem causar nenhum dano ao redor, como um homem-bomba explodindo de pára-quedas acima do himalaia, tentando pegar aquele avião que passou faz 15 minutos.
Mas, voltando à ignorância: ela é característica do ser humano racional. Não tem pra onde correr: você, que está lendo isso, também é um ignorante em algum grau. Não tente fugir disso. Pode ter certeza: aquele que não se acha ignorante, no mínimo, ignora sua ignorância. Isso quando não a disfarça, o que caracteriza evolução à burrice.
E ignorantes passam no vestibular também. Desçam do salto. =)
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Só como um adendo: ultimamente eu tenho me sentindo muito bem. Muita coisa tem ficado melhor por causa de uma certa pessoa, que é meu analgésico/afrodisíaco/injeção de felicidade. Com ela, não existe dor.
Claro, existe dor nela. Afinal, quem bate sou eu.
Fim das férias
Finalmente!
É sério: não aguento mais as férias. Não que as férias sejam ruins: a coisa é que é uma droga ter que ficar sem fazer nada, apenas sentado na cama/sofá/chão jogando videogame ou lendo algum livro (alguns deles pela segunda ou terceira vez). Eu realmente gosto de estudar, de me manter sob a pressão da faculdade ou de algum trabalho. Me deixa mais… vivo, sei lá. Eu preciso ocupar a minha cabeça com coisas além de diversão.
Claro que o tempo para as coisas e pessoas que eu gosto diminui substancialmente, mas é assim mesmo.
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Mudando de assunto, a E3 aconteceu. Apesar de ter sido um cu tão sujo quanto a do ano passado, algumas coisas interessantes foram mostradas.
A maior das novidades é que, com certeza, irei à falência em setembro. Cris não deixa eu me prostituir, então não tenho mais nenhuma forma de ganhar muito dinheiro em pouco tempo. =/
O tempo voa quando a gente se sente bem
YES! Internet de novo! Voltei à civilização, e to devendo milhões de posts. Vou tentar correr atrás do prejuízo, e escrever tudo que tenho que tá atrasado.
Hoje, contudo, é um dia bastante especial. Tem um tempinho que eu venho passando por uma tempestade de coisas ruins. Não que eu vá pro canto chorar, não faz parte da minha personalidade fazer isso, mas às vezes é difícil enfrentar isso tudo. Não que eu tenha resolvido tudo hoje, mas… tem um mês que isso tudo está um pouco mais fácil de resolver.
Engraçado como o tempo voa quando a gente gosta do que está fazendo, ou com quem estamos. Po, já tem um ano, por exemplo, que eu estou na faculdade de medicina, e eu ainda sinto o cheiro do café que jogaram na minha cabeça! (lembrando que eu tomo banho direito, todo sábado, exceto em feriados). E… tem um mês que eu estou namorando (que lindo). Tem um mês que eu ando mais feliz, rindo à toa. Tem um mês, também, que eu tenho alguém exclusiva para sacanear.
Pois é. Ela sabe que eu não sou de falar muito, mas ela já deve ter percebido que eu gosto muito dela (se não percebeu, recomendo aumentar spot). Talvez seja o começo de muitas coisas boas pela frente.
Eu sei que você está lendo, não se acostume com esse tipo de texto, eu sou gente ruim.
Huh?
Ok. Post apenas pra mostrar que estou vivo.
Eu tenho que escrever um post por esses dias. Aconteceu uma coisa muito boa esses dias, mas isso eu quero que seja escrito quando eu não estiver estressado: estou estudando pra uma maldita prova final. Mas eu irei escrever: a situação merece.
Redefinindo conceitos e melhorando tudo
Ok, eu sei que eu ando meio sumido daqui. Mas sabe como é: faculdade, amigos e internet ruim me fazem ficar um pouco longe do mundo virtual (pelo menos dos blogs). Mas não temam! Sempre que puder, eu virei aqui depositar palavras sábias nesse caos da internet!
Ultimamente eu tenho pensado bastante sobre mim. Não que eu não faça isso nunca, mas é que eu tava precisando passar por uma grande revisão de conceitos. Tem gente que anda dizendo que estou sumindo, mas a grande verdade é que esse período pensativo, somado com o desespero da faculdade, tem me tornado um pouco anti-social. No bom sentido, claro: ando estudando o suficiente, e a auto-crítica que eu estou me forçando a fazer tem dado resultado.
Acho que a maior mudança é que eu tirei um peso brabíssimo que eu tinha na mente. Não vou dar detalhes maiores sobre isso, apesar de saber que algumas pessoas, ao lerem isso, vão saber exatamente do que estou falando. Não que eu tenha desistido de algumas coisas, ou coisa do tipo: só botei na cabeça que existem mais de 6 bilhões de pessoas no mundo. Apesar, claro, de eu não gostar de mais de 99,9% dessas pessoas (depois eu explico essa filosofia, talvez num próximo post), é bom lembrar que existem pessoas ao meu redor que eu gosto. Então, é hora de me livrar da prisão que eu mesmo criei. Não que eu não queira voltar à cela, mas a casinha tem outros cômodos. Já perdi demais por estar preso, e agora é hora de recuperar tudo. Se prender por causa de probabilidades é a pior coisa que se pode fazer.
Segundo: no fim de semana passado eu tive um dos melhores jogos de RPG dos últimos tempos. Sinal de que eu ter me tornado rabugento com os jogos teve algum efeito, pelo menos em mim. Talvez com os outros também, já que aos poucos todo mundo tá ficando “mais sério” com o jogo. Antes que alguém pense “ah, mas é um jogo, pra quê ser sério”, foda-se. Foda-se mesmo. É um jogo sim, mas naquele jogo você tá lidando com a diversão de um grupo inteiro, e não só a sua. Automaticamente, você tem parte da responsabilidade no sucesso ou na falha dessa diversão. Não adianta vir com aquelas frases prontas de “cada um se diverte do jeito que acha melhor” ou coisa parecida. Tudo bem que eu ando meio chato com algumas coisas relacionadas aos jogos (Rafael que o diga!), mas eu precisava fazer. Não tenho certeza se foi por causa das minhas atitudes relacionadas a isso, mas o que eu sei é que desde que eu comecei a ser mais chato as coisas tem melhorado. Então, o senso comum leonino diz que foi por minha causa e pronto. Kudos to the hero! E tomara que isso se perpetue: estou em dois jogos de RPG atualmente (um que eu estou mestrando, e outro no qual sou jogador) e estou altamente empolgado com os dois, coisa que não acontecia há muito tempo.
Tem uma parte também da faculdade estar continuamente querendo comer meu cu e fazer um tamborim com a pele do meu saco (deve dar pra um tamborim), mas vou pular essa parte. Basta dizer que minha pele ressecada e a gastrite por causa de stress estão piorando. Vou virar um ser com escamas e sem estômago no fim do curso.
É bom fazer um post pra falar de coisas boas, pra variar. Queria muito dizer que consigo fazer isso hoje graças a pessoas que estão ao meu lado sempre, algumas que estão distantes mas estão ao meu lado, e algumas que eu não gosto, estão distantes e isso torna a minha vida melhor. Queria agradecer aos meus pais, às minhas mães, a você, Xuxa, à Sasha e a todos que contribuíram para esse Oscar.
Estressado? Nah…
Engraçado, as pessoas ultimamente têm me classificado como estressado. Ok, eu sempre fui estressado, é verdade, mas ouvi umas coisas engraçadas esses dias e resolvi comentar a respeito.
Na verdade, eu nem quero escrever muito, pq estou estressado.
Então, só preciso falar uma coisa: ter problemas não é desculpa para certos comportamentos, principalmente aqueles que incomodam muito. Todo mundo tem problemas. É um grande exercício, inclusive, se colocar no lugar dos outros certas horas.
Escrevi isso pois preciso me lembrar disso constantemente. Parte de querer ser um bom profissional.
Tristeza e mediocridade
Começar esse post é bem difícil. Na verdade, pensar sobre isso tudo é mais difícil do que eu imaginava. Não achava que esse assunto fosse me afetar tanto psicologicamente.
Há alguns anos atrás, eu conheci o Anipólitan. Eu nem era staff ainda: havia ido junto com a banda de uns amigos meus, que também estava no começo, a Sentai Rock Band, e lá conheci muita gente que está relacionada ao evento de um jeito ou de outro. Eu ainda me lembro que, depois disso, a primeira reunião,de muitas que viriam, de um grupo de amigos, que a galera maldosa costumava chamar de “Panelinha do Anipólitan”, foi em minha casa. Foi um dia bastante divertido, assistimos animes, jogamos videogame e tomamos sorvete. Aquele dia foi memorável, e marcou o início de uma amizade entre um grupo que, em sua maioria, se mantém unido até hoje, apesar da distância de alguns. E esse grupo nunca diminuiu, só fez crescer. Eu sempre me orgulhei de a primeira reunião ter sido na minha casa,era uma espécie de orgulho idiota escondido, mas que, no fundo, sempre me dizia “sua casa começou aquilo tudo”.
Depois, veio o primeiro Anipólitan no qual eu participei como staff.Foram dois dias destruidores:eu, e todos os staffs, saímos estressados, cansados, alguns assados (tendo que se valer do salvador Hipoglós), mas fizemos tudo com um sorriso no rosto. Esse sorriso vinha da certeza de que estávamos empurrando um amigo em direção a um sonho, e um sonho que realmente queríamos ter o orgulho de ter ajudado a levar para a frente.
Eu ganhei muito com o Anipólitan. Nada financeiro,nada disso. Eu ganhe amigos que estão comigo até hoje. Devo, em especial, salientar que conheci duas mulheres maravilhosas que deixaram marcas indeléveis na minha vida. Não tenho medo de dizer que graças ao Anipólitan, eu tive a oportunidade de amadurecer, crescer, me sentir bem.
E é lembrar disso que me faz me sentir mais triste com o que está acontecendo. Saber que alguém em quem a gente sempre confiou simplesmente traiu essa confiança de maneira destruidora, ignorando tudo que vinha falando nesses 5 anos. Tudo, desde melhora do evento ao trato com as pessoas. Eu, em especial, sempre falei tudo, sempre disse o que pensava, pois, como amigo, sempre foi minha obrigação fazê-lo. Muitos amigos meus me criticavam na época por sempre correr atrás, ajudar, tentar fazer tudo, e eu sempre dava a mesma resposta: “eu faço isso por meu amigo”. Receber tudo o que acontece em troca não é apenas doloroso, mas émuito, mas muito triste.
Imaturidade nunca foi desculpa para tais atos. Aliás, todo mundo tem direito de ser imaturo, desde que aprenda com os erros da imaturidade para crescer. O que acontece, contudo, é justamente o contrário. O meu amigo simplesmente se prende aos próprios erros, os ignora, e os repete sistematicamente. Ignora as críticas, e o que é pior, ignora a própria auto-crítica.
O que dói mais nem é saber que ele ignora até mesmo os anseios e pedidos das próprias pessoas que tentaram empurrar seu sonho para a frente. O que mais dói é saber que ele fechou seus olhos até para seu próprio sonho, fechou os olhos pra tudo ao redor, e, como um autista, vive em seu próprio mundo. Mundo esse repleto apenas de ganância e línguas afiadas e venenosas sempre prontas a despejar veneno até contra as próprias pessoas que, outrora, o chamavam de amigo.
Não existe coisa mais medíocre que abandonar um sonho em função da ganância exacerbada. Não se espera um sonho se realizar: a gente deve correr atrás dele, deve se esforçar, pois, do nosso esforço, vem o crescimento pessoal necessário para que possamos sempre dar um passo à frente.
E é triste demais ver um amigo cair na mediocridade por querer.
Por isso, eu estou, definitivamente, dando adeus ao Anipólitan. Não por estar saindo, mas por saber que o sonho que eu, e muitas pessoas chamávamos de Anipólitan, não existe mais. Pelo menos, eu tenho meus amigos, e com certeza, as reuniões da “panelinha” que sonha não vai acabar.
Nosso sonho é mais forte que a mediocridade alheia. E o nosso sonho se chama amizade. Nunca vamos esquecer isso, por mais que tenhamos exemplos de tal esquecimento.
Burusera
Bom… algumas pessoas me questionaram sobre o que é a burusera. Para acabar com a ignorância de muitas pessoas, resolvi fazer um post didático sobre o assunto.
Burusera, na realidade, é a mania de vender e colecionar calcinhas usadas. É, é isso mesmo, e é bem estranho. Na verdade, não são só calcinhas, tem também os uniformes de colegial. Quanto mais usada a calcinha, melhor e mais cara, para os colecionadores. Alguns lugares até põem uma foto da pessoa que usou a calcinha junto com ela.

A palavra burusera vem da pronúncia japonesa de duas palavras: buru = bloomers (na verdade, só o ínício, pq bloomers deve se falar “burumes”, ou algo assim), e sera = seller. VENDEDOR DE ROUPA DE BAIXO.
No Japão, isso é bastante comum. Existem até máquinas de venda de burusera, mas obviamente não ficam assim tão expostas. Claro: nós, ocidentais, achamos isso estranho, mas vale lembrar que o oriente tem uma visão bastante diferenciada sobre sexo e sexualidade. Eles não têm a forte influência católica da idade média, e várias outras coisas.
Mas, para mim e outras pessoas, burusera tem um significado diferente: burusera é a sacanagem implícita e mulheres seminuas, seios com física diferenciada do normal, etc. E isso é o que mais vende os jogos, e o que dá maior valor a eles.
Burusera não é porn, que isso fique bem claro. Porn mostra tudo, porn tem sexo explícito, etc. A burusera apenas mostra a mulher seminua, fazendo poses e posições de inocência duvidosa, mostrando ângulos divertidos.
Mas a taradice é parecida.